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Mostrando postagens de setembro, 2013

Tênue

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Eu queria ter em mim a força da certeza, e nela apoiar meus pés cansados. Eu só queria poder pisar sem precisar medir tanto o caminho. Mesmo ao levantar poeira, saber que sob a névoa encontra-se rocha firme. Fechar os olhos e seguir firme. Confiante. Mas a vida não é dessas consistências, e há quem diga que é aí onde mora toda a graça. Eu queria que esse palpitar entre meus peitos fosse de certezas, em sua esmagadora maioria, e não dessa dúvida massacrante. Queria apenas ser, e perceber que é só o que basta aos que em minha margem residem. E pensar que transbordo em mim um mundo de coisas para compartilhar. Queria parar de sentir esse vazio que preenche tanto... Mas eis que estamos aqui, em convivência. E para conviver é necessário viver pela metade, escolhendo a sua melhor e compondo o restante aos poucos, sem pressa. Feliz daquele que souber compor o meio que lhe resta com o que há de melhor a sua volta. Como quem escolhe as frutas que irá saborear no passeio de fim de domingo...

Surpresas danadas de boa!

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Hoje, como todo 3 de setembro, desde o ano de 1982, foi o meu aniversário. Hoje eu completei 31 anos de idade, e como todo aniversário, recebi os cumprimentos de amigos e familiares. Mas hoje, diferente de quase todos os outros anos, a surpresa se aprofundou em minha alma. Aos que me conhecem de longa data sabem que o aniversário não representa muito para mim, e não falo isso com tom de rancor ou drama. Eu nunca me importei mesmo com as comemorações. Já cheguei ao absurdo de esquecer do dia, dito tão especial. Entretanto, esse ano de 2013 veio para quebrar os protocolos. E começou no dia anterior, o qual passei a tarde na cidade do Rio de Janeiro com dois amigos do doutorado resolvendo pendências de teses. Eu estava tão feliz de estar ali com o Gastão e o Leandro, compartilhando de boas histórias, que pela primeira vez senti a vontade de falar, com o sorriso escancarado, que o dia seguinte seria meu aniversário, mas que aqueles momentos juntos já se faziam sentir como sinceras come...

Poesia do Dia

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As sem-razões do amor Carlos Drummond de Andrade Eu te amo porque te amo, Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.

Registro

[Texto escrito em 11 de Agosto de 2013 às 22:54, após assistir ao filme "Burried"] Life isn't fair. Anyone gives a shit for no one. You just come and use me for your convenience. And then disappears. But I am sick of it. You take what is mine, and I will send you straight to hell, believe me. And You will even notice the evil that lies inside of me. Instead, you will miss me, like a starving one, and you will beg my attention. Life isn't fair. But is so fuckin' beautiful!