A quem possa interessar...
Petrópolis, Rio de Janeiro, 06 de Abril de 2012 (às 02:22 da manhã) A segundos atrás as frases simplesmente brotavam em minha cabeça, perfeitas, sólidas, coesas. Algumas até poéticas... É só decidir escrever e elas desaparecem em meio à neblina, restando ruínas de sílabas tímidas. Como ele está? Onde ele está? Eu passei o dia com a sensação de que ele está morto. Mas não sei o que isso quer dizer... Nas últimas semanas tenho sonhado com ele quase todas as noites. Desses sonhos quase reais que tenho tido. Posso vê-lo claramente, sem sombras de dúvidas. Quase posso tocá-lo. "Você sabe qual será sua reação ao revê-lo?" Engraçado, que mesmo rasgando as fotos, elas continuam ali, na parede, como fantasmas. Eu ainda sinto o cheiro da sua pele ao sair do banho... O toque suave que ele sempre teve. Foi tudo uma mentira? Até que ponto foi real? Tem como medir? Tem como saber? E será que eu quero saber...? Tudo o que eu sei é que fui sumariamente destruída. Abri mão de mim...