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Mostrando postagens de setembro, 2007

saudades!

Eita palavrinha danada... Nossa, estou a horas de partir e já estou morrendo de saudades! Acabo de saborear duas longas semanas de férias do mestrado. E foi muito bom!!! Nossa, foi bom demais! Está certo que pulei de algumas preocupações para outras, mas no balanço geral o sorriso está estampado e o coração apertado por ter de me afastar novamente! Uma das coisas que mais curti foi passar longos dias cuidando dos meus sobrinhos! Que delícia!!! Apesar de dar trabalho, foi bom demais me aproximar de duas criaturinhas que me enchem de orgulho! Rever a família então nem se fala! Abraços apertados, choros contidos e beijos demorados!!! Bom demais!!! Cara, e os amigos??? Revi pessoinhas que há muito não via!!! Conversas longas e nostálgicas, risadas gostosas... Disso tudo, o que é bom mesmo é olhar pra tudo isso de fora e perceber como a amizade pode ser forte, como a distância não importa e o tempo não apaga os afetos! Saber que tenho com quem contar, com quem me abrir e me apoiar, com quem...

esperar de menos...

Estou lendo Eu, Robô do Isaac Asimov e recomendo. São 9 contos fantasticos sobre robôs. Acabei de ler o sétimo conto, que fala de fuga, e me identifiquei demais com a história. O interessante de todo o enredo é o fato de como os humanos trabalharam para que os robôs sentissem certas emoções, certos medos, que os próprios humanos sentem. Esse conto fala sobre as reações de fuga de determinados robôs em frente a situações de risco, assim como nós humanos fazemos. Nossa, eu sou uma fujona de marca maior, principalmente em se tratando de relações amorosas. Quando percebo que a situação não está legal, que o clima está tenso, minha primeira reação é de fugir, ao invés de encarar de frente. É mais cômodo pra mim deitar na cama e mergulhar em lamúrias de auto-punição. Não sei de onde veio isso, se já nasci assim, mas sempre acho que o problema é comigo, e uma vez sendo comigo nada mais certo do que evitar chatear outras pessoas e tratar de resolver isso comigo mesma... Enfim, tudo isso por...

sonho! [?]

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Era mais uma noite como outra qualquer... Ela se perfumava para dormir, como sempre. Tirou a colcha da cama, sacudiu os lençois, bateu nos travesseiros, apagou a luz e se jogou soltando um risinho abafado... E dormiu. Era mais uma noite como outra qualquer... Se não fosse aquele sonho. De repente era como se ela tivesse acordado ali mesmo, em seu quarto, mas o ar cheirava a sonho, a luz tinha textura de sonho. Lá estava ela, acordada, em sua cama, enrolada em seus lençois, quando percebeu que não estava sozinha. Perto dela se aproximava ele. Mas o que ele estava fazendo ali, em seu quarto, àquela hora??? Já não im portava m ais, pois seus corpos já estavam colados e ela se viu presa aos movimentos das mãos dele, que passeavam por debaixo de sua camisola, que a segurava forte, que a mantinha presa. Com uma espécie de brutalidade delicada ele a beijou pelo cólo, rastejando seus lábios até seu pescoço perfumado e alcançando os lábios dela, que até então estavam paralizados, semi abertos, ...

véspera

o dia que tem o encargo de ser véspera é um dia perdido... dificilmente nos lembramos dele, pois percorremos seus minutos intermináveis com o pensamento pregado no que virá! a véspera nos deixa sempre mais nervosos, ansiosos, esperançosos [talvez]. projetamos coisas boas [ou ruins] e nos alimentamos de sentimentos de surpresas... a comida da véspera não é mais gostosa do que a que virá, nem o dia é o mais bonito! até mesmo o sono que antecede a pós-véspera não é dos melhores, mesmo tendo atravessado a barreira do tempo! ficamos mais enigmáticos na véspera, mais dengosos, carentes... e a medida que a véspera caminha, vamos ficando mais bobos... [risos] a pergunta me veio de supetão: como está se sentindo, na véspera? não havia parado para refletir sobre isso... nervosa, talvez, ansiosa, talvez, esperançosa, talvez... mais boba, com certeza!!!