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Mostrando postagens de fevereiro, 2013

As pedras

Já dizia o cara, no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho. Há meses atrás eu tornaria esse axioma em meu mantra diário. Mas depois dos acontecimentos recentes, refraseio dizendo:  "embaixo de tantas pedras, dizem haver um caminho, dizem haver um caminho, debaixo de tantas pedras!" Para os que sabem do que falo, nem eu mesma sei explicar como consigo seguir andando. Só sei que eu sigo. Os movimentos são guiados por forças que não sei de onde vêm. Nos últimos dias tenho sentido um aperto demasiado forte no peito, como se o ar se tornasse rarefeito. Este caminho que se esconde deve estar me levando pra cima, por isso o cansaço. Há mais de um ano atrás, quando tudo já parecia estar acima do imaginável, eu repetia aos quatro cantos que sempre há um motivo por passarmos por tantas provações. Que eu me arrependia de nada, pois evoluí pessoalmente e profissionalmente. Se eu tivesse que escolher, passaria por tudo novamente. Eu havia me t...

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Minha memória fragmentada em pequenos cartões de papelão! Eu sempre quis ter uma coleção. De qualquer coisa, mas eu queria ter esse lance de ficar juntando e juntando e juntando, até atingir um número gigantesco de coisas juntadas. Papel de carta, lata de cerveja, moedas, até concha de praia eu tentei. Mas nada parecia fazer sentido pra mim (sim, eu sou um ser complexo, preciso que as coisas façam sentido). Até que um dia eu tive pouco tempo para desfrutar da amizade recém feita com uma russa que morava em minha cidade, mas em três meses estaria de volta ao seu país de origem. Decidimos então trocar cartas, para que ela pudesse manter a prática do português. Isso foi em 1998, e até hoje meu coração dispara quando recebo uma carta da Olga, enfim, grande amiga conquistada! Logo nas primeiras cartas ela me enviava cartões postais de tudo que era lugar perto da Rússia. Um mais lindo e inusitado que o outro. Foi então que decidi fazer uma coleção de cartões postais. Com o...