Divagar devagando
Eu tive exatas 24 horas para expor em algumas poucas linhas sentimentos os quais não compreendo mais. Eu tive exatas 24 horas para deixar transbordar tintas as quais venho retendo desde então. Eu tive exatas 24 horas para fazer sangrar essas secas páginas, mas no fim de nada adiantou. Eu simplesmente não consigo. Estou inerte, parada em um instante que nem bem sei onde. Eu vejo a vida que se prolonga em minhas margens, mas eu não a sinto. Eu sinto absolutamente nada. Fomos separados de uma maneira tão abrupta que ainda não digeri tudo que passou. E meses já se passaram. Eu me pergunto se você ainda se lembra de mim. Se você se lembra do eu transformador, forte, capaz de superar barreiras intangíveis. Se ainda se lembra das lágrimas derramadas de todas as sortes, bem como dos sorrisos intermináveis nas tardes frias de domingos. Será que ainda se lembra de todos os meus sabores, de todas as minhas nuances? Se lembra de meus projetos, das minhas metas, dos meus desafios? Você ainda se lem...