The Walkers




Essa é boa. Eu nunca gostei de zumbis, são muito anti-sociais! Mas um belo dia, desses em que ficamos trocando os canais da TV, assisti a um episódio aleatório da série The Walking Dead, que está muito famosa. E gostei bastante do enredo e dos personagens, e resolvi buscar as temporadas para seguir na sequência. Bom, esse fim-de-semana que passou resolvi fazer alguns backups milenares dos dados do doutorado, e revesei assistindo à primeira temporada. Passei o domingo inteiro nessas atividades. E só depois me dei conta que por todo o dia eu não tive nenhum contato com outro ser humano, que não eu mesma. Nem mesmo ouvi os vizinhos. Parecia que estava em uma fenda no espaço (não, isso já é outro filme, não confunda os enredos). Enfim, horas mais tarde meu celular avisa da chegada de nova mensagem, que pensei viria para quebrar essa solidão. Ledo engano, era apenas mais uma de zilhões de mensagens da vivo. Fechei as últimas horas do dia com mais alguns episódios e fui dormir. Quando apago todas as luzes, me dá um aperto no coração: e se for verdade? e se todos se transformaram em zumbis enquanto eu assistia essa porcaria? Enquanto imaginava os mortos-vivos tentando abrir a porta, fui ficando cada vez mais nervosa, pois o silêncio no mundo era inquietante. E me permiti abrir uma fresta na janela em busca de vida (admito que o fiz com muita vergonha). E lá estava ela, uma moto barulhenta passando na rua, logo depois o ônibus, de repente ouvi os cachorros da veterinária em frente e o choro do bebê do apartamento de baixo. Ah, esses barulhos nunca foram tão bem vindos!

E o mundo permanecia o mesmo, afinal!



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ps.: salvo pela coincidência de hoje, o dia após pensar haver zumbis por ae, dois caminhões repletos de militares entraram no laboratório e ficaram por horas parados perto de minha janela... Ai!

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