Afastamentos
Há poucos dias me perguntaram se eu não tinha medo de ficar sozinha... E apesar de responder que não, percebo que essa pergunta não saiu de minha cabeça.
Nos últimos anos eu tenho perdido, uma por uma, pessoas de grande valor para mim. Algumas por já ter chegado a hora de partir, outras por terem tomado caminhos distantes dos meus, algumas tantas que simplesmente perdi contato... Mas ainda sim, todas essas têm um cantinho reservado em meu coração.
Entretanto, existem algumas pessoas que, por opção, me pediram um afastamento. De alguma forma, a minha presença causou um mal estar, um desconforto. Por respeito e por gostar de cada uma delas, eu atendi ao pedido e me afastei, mesmo sem saber que mal causei. Cada dia que passa, o não saber me consome mais e mais, me forçando a rever os meus próprios passos, a entender que atitudes errôneas tomei, para poder aprender e não tornar a fazê-las.
Quanto mais permaneço nesse afastamento, mais sozinha eu me sinto, por mais que a pessoa trabalhe ali ao meu lado. E então volto a pensar na pergunta, se eu teria ou não medo de ficar sozinha. E entendo que eu viveria muito bem com essa distância física, mas sabendo que no fundo guardo cada pessoa com carinho e carrego comigo o que há de melhor de cada uma delas. Sabendo que, se por ventura viermos a nos encontrar novamente, o abraço será intenso e a saudade guiará nossas conversas... Mas viver com esses afastamentos, sem entender ao certo o porquê de não poder falar com a pessoa, sem poder nem mesmo contra-argumentar sobre seja lá o que você tenha feito, isso sim me faz sentir a mais solitária das solitárias... Por mais rodeada de pessoas que eu esteja, esse vazio por dentro é simplesmente avassalador...
Portanto, me retifico e respondo novamente a pergunta:
eu não tenho medo de ficar sozinha, e sim de ficar vazia por completo!
eu não tenho medo de ficar sozinha, e sim de ficar vazia por completo!
Comentários
Postar um comentário