novos ares [literalmente]

Enfim, viva!

O post anterior é fruto de uma experiência fantástica: meu primeiro vôo de avião. E pensar que ontem estava 1 hora à frente na história...

Hoje é minha primeira manhã em terras mato-grossenses. Estou em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, para participar do Sibgrapi 2008, evento brasileiro de computação gráfica. Dois sonhos se realizando: voar e participar do Sib. Quanto ao evento em si, ainda não tenho muito [ou nada] o que dizer. Mas quanto a voar, isso sim, daria livros emocionados... Mas ater-me-ei a posts breves e [se possível] humorados.

Voar é realmente uma experiência única. Lembro que um dos meus confortáveis pensamentos foi mas o que é que estou fazendo aqui?, seguido de será que rola de pedir pra descer?. É um misto de emoções, medos, angústias. Gostoso. Você se sente, no mínimo, viva [e, porque não, quase morta]. Felicidade ou não, meu primeiro vôo foi dose dupla: rio de janeiro - campo grande com escala em são paulo.

O primeiro ato, apesar de ter sido a novidade em si, foi tranquilo. Uma viagem de 45 minutos de duração, algumas chacoalhadas e a emoção de ver nuvens [mesmo estando à noite]. Se bem que, quando chegamos em sampa, ainda me pergunto se aquilo eram mesmo nuvens ou o ar denso e poluído daquela cidade... Enfim, como dizem, a decolagem é realmente tensa. Você sente o avião acelerar, a turbina a gritar e tudo o que eu conseguia imaginar era o piloto com cara de maluco ouvindo Born to be wild, pisando fundo. Mas depois que passa esses primeiros segundos da decolagem, tudo fica mais tranquilo. Ainda não sei dizer se a decolagem é pior do que a aterrisagem, onde você sente o maluco do piloto acelerar PARA BAIXO! Tenso.

O segundo ato me agraciou com uma bela vista. Mas como tudo que é bom tem seu preço... A viagem de sampa para campo grande é mais extensa, tendo 1h e 30min de duração. O avião precisa subir bastante para passar das nuvens e das resistências... Essa subida que quase me matou. Porque, pra fugir da resistência, ele precisa PASSAR POR ELA. Nossa, como chacoalhou o avião. Ali eu pensei que ele não ia aguentar, que a fusilagem ia se abrir como lata de sardinha e que meu fim, enfim, estava próximo. Ê drama... Mas assim que passamos por toda essa aventura, lá estava a vista mais linda que eu já vi. Um verdadeiro mar de nuvens espessas dando a impressão de um imenso e fofo colchão branco azulado. Lindo demais! E acima de nós, as estrelas a enfeitar o céu. Ali ficamos a maior parte do tempo e ali fiquei a babar pela vista!

Cheguei no aeroporto de campo grande um bagaço. Foi o tempo de ir pro hotel, fazer o check-in e cama [eu tomei banho sim, mas é que o texto fica mais bunitinho dessa forma]. Sem esquecer de colocar o ceulular para me acordar às 6:30, pois o dia começa cedo no congresso. E não é que ele me acordou? E não é que eu tomei café da manhã cedo. Tão cedo que tinha ninguém a não ser eu tomando café... E ali, meio que sonolenta, meio que acordando, vejo se aproximar a garçonete que, em risadinhas contidas, comenta meio que sem motivos, que eu devo ter me esquecido que o fuso horário em MS é 1 hora a menos em relação ao RJ. É? Nossa, mas esse país é grande demais mesmo... E eu que podia ter tido 1 hora a mais de sono tudo o que conseguia pensar era que havia passado por mais uma nova experiência: a de voltar no tempo!

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