Carros de Som

Quarta-feira, 10 de Abril de 2013


Quando eu reclamo desses carros que passam com funk nas alturas, não o faço por uma questão de gosto (ou falta de) musical. Não, meu amigo do carro empinado, eu reclamo por uma questão muito mais básica: o respeito. Você poderia escolher estourar os próprios tímpanos no embalo de Bolero de Ravel que, ainda assim (acredite), eu reclamaria. Coincidentemente, aqueles que faltam com respeito estão sempre ouvindo esse tipo de música, fazer o que. E, o que é pior, eles vivem em bandos e já não se importam com os modos primitivos com os quais convivem. Desta forma, nem adianta aconselhar a gastar míseros 10% do que gastam com esses equipamentos musicais para investir na própria educação. De nada vai-lhes servir no seu habitat. Resta-nos o trabalho dobrado de ter respeito e paciência. E um estoque vitalício de neosaldina! 


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ps.: pior de tudo é ter a ciência de que esse recado não vai atingir nem de longe aos que precisam, pois a vibração é tanta que aniquilou boa parte do pouco que existia de neurônios, tornando a tarefa de ler e interpretar milhões de vezes mais difícil do que a de respeitar!

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