ser o que somos
Eu tenho aprendido muito com o tempo. Aprendi, por exemplo, que quando estamos perto queremos estar longe, e quando enfim estamos longe, a saudade estrangula o coração nos fazendo querer muito estar perto. Aprendi também que a lembrança pode guardar cheiros e gostos que nunca mais sentimos.
De tudo que venho aprendendo, talvez o mais importante é sobre o que somos. Tenho percebido que cada um de nós é uma caixa preta, que recebe estímulos e externa reações a esses estímulos. Cada caixa preta tem seu algoritmo implementado, e dependendo da eficácia desse algoritmo, as respostas são diversas. Algumas caixas pretas trazem consigo uma bela de uma inteligência artificial, possibilitando o algoritmo de se readaptar às situações.
Infelizmente, as pessoas interagem através de estímulos sem ter acesso uma à caixa preta da outra. Isso faz com que nem toda resposta seja de agrado às demais pessoas que nos rodeiam. E temos que lidar com isso. Existem situações em que a resposta não é do agrado da própria pessoa.
Eu acho que viver é isso, é estar sempre disposto a submeter a sua caixa preta à experimentos novos e estar preparado para analisar as possíveis respostas. Aproveitar quando o retorno é favorável, e saber ponderar quando não o é.
Comentários
Postar um comentário