passos
O mundo lá fora o desafiava a grandes obstáculos, enormes decepções, deliciosas conquistas, mas ele continuava ali, em seu quarto, sentado a ouvir músicas melancólicas. Mas ele não estava triste, não. Ele estava degustando cada palavra, cada nota, cada som. Tudo em sua vida sempre foi assim, va-ga-ro-sa-men-te degustado, digerido, experimentado. Mesmo as amizades passavam por esse processo de aprendizado. Alguns diziam ser ele uma pessoa estranha, que só queria chamar a atenção. Outros clamariam aos quatro cantos do mundo o quão carente ele era. E alguns poucos desatariam seus próprios nós, abreriam seus braços e vivenciariam toda essa gostosa loucura que era estar ao lado dele.
Não sei ao certo quando meus olhos encontraram os dele, nem me lembro quais foram nossas primeiras palavras trocadas [certamente algo fora do padrão]. Entretanto, me lembro das extensas horas de conversas que aconteciam não importa onde, desde que estivéssemos ali, juntos. Me lembro de ter amanhecido o dia ao telefone com ele, só conversando, sobre tudo e nada [e me lembro de como a minha orelha doía no outro dia]. Com ele aprendi não só a desatar meus nós, como também a desafiar os outros a desatarem os seus. Ele me deu a liberdade, me ensinou a amar sem esperar nada em troca, me mostrou que viver em desapego é mais gostoso e que a saudade precede uma ligação, não importa a distância [nem o custo].
Ontem meu telefone tocou como sempre toca quando alguém me liga. Mas meu coração bateu de forma diferente...
Não sei ao certo quando meus olhos encontraram os dele, nem me lembro quais foram nossas primeiras palavras trocadas [certamente algo fora do padrão]. Entretanto, me lembro das extensas horas de conversas que aconteciam não importa onde, desde que estivéssemos ali, juntos. Me lembro de ter amanhecido o dia ao telefone com ele, só conversando, sobre tudo e nada [e me lembro de como a minha orelha doía no outro dia]. Com ele aprendi não só a desatar meus nós, como também a desafiar os outros a desatarem os seus. Ele me deu a liberdade, me ensinou a amar sem esperar nada em troca, me mostrou que viver em desapego é mais gostoso e que a saudade precede uma ligação, não importa a distância [nem o custo].
Ontem meu telefone tocou como sempre toca quando alguém me liga. Mas meu coração bateu de forma diferente...
Saudade serve para potencializar a presença.
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